O sofá-cama da literatura | PublishNews | publishnews.com.br

Quem trabalha na cadeia produtiva da literatura vive num mundo cheio de paradoxos. Se por um lado é senso comum que livro, leitura, poesia e termos correlatos são benéficos para a sociedade em geral, por que na hora de se falar em investimentos a área é jogada para escanteio, ou resumida a nichos quase sempre já privilegiados? Por que falar de histórias faz sorrir, mas o sorriso vira pigarro na hora do faz-me-rir? Pensei nisso quando, nesta semana, recebi de uma nova editora o link para uma plataforma na qual poderei acompanhar pari passu as vendas do livro e os meus direitos autorais. Pode parecer óbvio, mas em todos esses anos nesta indústria vital é a primeira vez que isso me acontece. Geralmente, nas editoras com mais estrutura e sérias, recebemos a prestação de contas semestral ou anualmente, de acordo com o contrato fechado. Em editoras médias, muitas vezes a prestação de contas não vem, e somos obrigados a mandar constrangidos e-mails cobrando e sendo, não raro, ignorados ou enrolados. Nas pequenas raramente é assunto, porque a maioria funciona mais como gráfica para impressões por demanda, com pouca ou nenhuma distribuição nas redes de livrarias físicas. O saudoso e necessário escritor Bartolomeu Campos de Queirós me deu uma dica daquelas para sempre: distribua seus livros em diferentes editoras, pois o que falha em uma compensa na outra, e no geral a coisa fica equilibrada. Clique no Leia mais para acessar a íntegra desta coluna.

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