Sobre os prazeres de ler e escrever | PublishNews

Em As margens e o ditado (Intrínseca, 128 pp, R$ 39,90 – Trad.: Marcello Lino) Elena Ferrante, um dos maiores fenômenos da literatura contemporânea discorre sobre a própria jornada como leitora e escritora, oferecendo um raro olhar a respeito das origens de seus caminhos literários. Ao longo de quatro textos — três palestras inicialmente escritas para os cidadãos de Bolonha, e um ensaio do encerramento da Conferência de Italianistas sobre Dante e outros clássicos —, Ferrante fala de suas influências, lutas e sua formação intelectual; descreve os perigos do que ela chama de “língua ruim” e sugere maneiras pelas quais a tradição há muito excluiu a voz das mulheres. Partindo de suas reflexões a respeito dos trabalhos de Emily Dickinson, Gertrude Stein, Ingeborg Bachmann e outras, a autora propõe uma fusão do talento feminino. Ao refletir sobre o tênue equilíbrio entre seu gosto por limites e organização — por permanecer dentro das margens — e seu desejo por desordem e clamor, ela indica uma passagem secreta para o processo de criação de suas obras mais conhecidas: a Tetralogia Napolitana, Dias de abandono, A filha perdida e A vida mentirosa dos adultos. A autora também aborda quais as motivações e os dilemas que suas emblemáticas personagens Lenù e Lila carregam. As margens e o ditado é uma obra sobre aventuras na literatura, sejam elas dentro ou fora das margens.

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