Crônicas singulares de Cidinha da Silva | PublishNews

Na tradição da crônica no Brasil, Cidinha da Silva é autora de voz singular. Ao construir seus textos a partir de um ponto de vista essencialmente feminino, preto e periférico, Cidinha oferece ao gênero uma abordagem diferenciada. Mas Cidinha não é só cronista. Suas diversas facetas desembocam em gêneros como o conto, a poesia, a literatura para crianças e o texto teatral. Em A menina linda (Oficina Raquel, 140 pp, R$ 49), reunião de crônicas da autora acrescida de quatro textos inéditos (O caso da escritora que espionou Emanoel Araújo, A vida por um telefonema, Santo e O novo normal), o leitor tem acesso a uma obra que, embora seja devedora a nomes canônicos da crônica brasileira, rasura essa tradição. Sendo assim, são colocadas em primeiro plano personagens – reais e fictícios – que abordam questões étnicas, sociais e de gênero. O livro traz questões importantes para a crônica contemporânea: é o século XXI, com todos os temas debatidos na sociedade, transportado artisticamente para a Literatura em textos curtos, acessíveis e, sobretudo, atraentes. A menina linda tem textos construídos a partir de uma tessitura ao mesmo tempo delicada e contundente. Numa dicção original, Cidinha da Silva toca em temas sociais candentes, como racismo, periferia, relações trabalhistas, africanidade, sem nunca descuidar dos aspectos estéticos. No texto A menina linda, que abre o livro e lhe dá título, o leitor vê uma professora que precisa se educar diante das surpresas indigestas que o racismo pode trazer.

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